Bullying nas relações amorosas dos filhos

É verdade que devemos dar espaço aos nossos filhos, para que se relacionem e cresçam emocionalmente. No entanto considero que devemos estar muito atentos. Ainda em desenvolvimento e com recursos internos insuficientes os mais novos ficam por vezes reféns de relações pouco maduras.

Envolvidos por novas sensações, tem pouco discernimento no que toca a aspectos nocivos de relações emocionais instáveis e muitos acabam por sucumbir, prejudicando  incrivelmente o seu desempenho escolar, a sua saúde física, a relação com os amigos, existindo muitas vezes afastamento familiar.

Os pais tem uma elevada importância na vida sentimental dos seus filhos e devem estar atentos aos sinais de instabilidade emocional que estes apresentam, abordando de forma simples e carinhosa estes assuntos de carácter romântico. É comum um adulto não dar grande importância às relações amorosas dos adolescentes, no entanto o impacto que estas tem nas suas vidas pode ser altamente desestruturante. Pouco amadurecidos fazem chantagem, agridem fisicamente, denegrindo a imagem do/a jovem que querem conquistar e pelo qual não são correspondidas.

Puro bullying emocional e muitas vezes físico, cabe aos pais estarem atentos, activos mas com muito cuidado e carinho ajudarem a solucionar o que está errado, explicando e acompanhando por perto todo o desenrolar da situação e se necessário conversar com a família do “agressor”  e até com as autoridades competentes.

A passividade excessiva que muitas vezes se verifica por parte das figuras parentais, não é estruturante e não corresponde ao papel primordial que lhes foi destinado nesta existência que é o de educar. É sempre possível mudar.

Patrícia Moreira